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Idade do Armário PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Diário do Nuno
Escrito por Nuno Frazão
Quinta, 02 Setembro 2010 22:14

Uns a entrar, outros lá por dentro, outros a sair… a verdade é que todos falamos dela mas poucos sabemos bem quando começa e, especialmente, quando termina. Armrio

Por diversas vezes utilizei este espaço do Diário abordando a temática “Pais e Filhos” e, reflectindo sobre esse facto, fiquei com a ideia que estava em divida para com os “Filhos” pois dediquei mais tempo a tentar ajudá-los a compreenderem melhor os “Pais” e a encontrarem a forma de partilharem com eles o seu mundo desportivo, e não tinha ainda “intercedido” por eles junto dos “Pais”, nas fases em que a “miudagem” se considera menos compreendida.

A esta altura da escrita corro o risco (perfeitamente compreensível e aceitável) de ter já um considerável número de Pais a pensar – “pois, pois, com dois filhos ainda pequenos é fácil falar desta coisa da adolescência… Quando o Filipe e o Miguel lá chegarem é que vamos ver”.

Claro que com a adolescência dos outros podemos nós bem (e dessa, modéstia à parte, para quem está ligado ao treino e ao ensino à mais de 20 anos, já tenho um vasto currículo), quando ela se manifesta na nossa casa é que tudo se complica um bocadinho mais.

Trazemo-los ao Mundo e, na primeira fase da sua existência (caracterizada por uma grande dependência. Basta ver a diferença para a maior parte dos restantes seres vivos, que poucas horas depois de nascerem já dão os primeiros passos junto das suas mães) passamos o tempo à procura dos primeiros sinais de autonomia - a primeira vez que se sustêm de pé, os primeiros passos, as primeiras noites sem fraldas, etc., etc., etc.

Crescem mais um bocadinho e entramos na fase em que começamos o grande investimento em dotá-los com as “ferramentas” essenciais para o seu futuro – conhecimentos, valores, etc., etc.

Depois chega a fase em que eles começam a testar as suas novas ferramentas. Claro que aqui, o nosso acompanhamento de Pais é essencial, até porque nisto da aprendizagem há algumas “cabeçadas” que não são necessárias dar. Alguns erros eles terão mesmo que cometer no seu percurso, mas outros podem ser aprendidos com base na experiencia alheia.

Obviamente que nesta fase (e estamos já claramente no tal do “armário”) o que vamos receber diariamente da miudagem é – “Eu é que sei” – normalmente acompanhado de – “Vocês é que não percebem” – o que não é nada fácil (até porque algumas vezes não corresponde à verdade).

O que acontece muitas vezes é que, em oposição, nós “Pais”, contrapomos com – “Nós é que sabemos” – por vezes acompanhado de – “Vocês é que não percebem” – o que também nem sempre é fácil de receber (até porque algumas vezes não corresponde à verdade).

Então como é que se faz? Quem souber… e se uma resposta existir… que o diga, porque todos aproveitaremos a dica com certeza.

Educar é difícil, mas ser educado não é mais fácil.

Para mim o caminho passará sempre por ajudá-los a recolher as “ferramentas” e acompanhá-los na sua utilização. Com os receios próprios de quem conhece os perigos de tão sinuoso percurso, mas com coragem para transmitir confiança e co-responsabilização.

E se colocaram na vida deles (“Filhos”) a prática desportiva, então juntaram mais um forte aliado a este trajecto, que muito os irá ajudar, especialmente na tal… Idade do armário.

PS – E quando estivermos mesmo atrapalhados (nós “Pais”) façamos um esforço de memória recordando-nos do nosso armário. É que nós… também já lá estivemos… e na nossa memória podem estar algumas dicas para quem agora acompanha de fora.

Como diz a canção do Rui Veloso:

“Não vês como isto é duro,

ser jovem não é um posto,

Ter de encarar o futuro

com borbulhas no rosto.”

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