facebook

Clube Atlântico de Esgrima

Logotipo
Outro olhar sobre o "Ganhar e Perder" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
J alguns anos atrs, acompanhando os Campeonatos do Mundo de Corta-Mato, fixei-me numa entrevista dos gmeos Castro, sempre candidatos a lugares cimeiros, onde abordavam a especificidade daquela disciplina em Mundiais. Habituados a efectuarem grande parte da poca de Cross nos podiuns por essa Europa fora, integrando desde o incio das corridas o pequeno grupo de atletas da liderana, referiam a grande dificuldade de, em Mundiais, correrem os primeiros quilmetros inseridos num grupo muito numeroso muitas das vezes com 15/20 atletas na sua frente, situao que sentiam afect-los psicologicamente.
Com a possibilidade que tive de competir vrios anos a nvel internacional, rapidamente percebi a grande diferena entre estes dois patamares (nacional / internacional) e a problemtica do transfere de uma situao para a outra.
Cada atirador trabalha em competio em diferentes contextos que, apesar de variveis, assumem determinada consistncia no seu percurso. A mim, como treinador, preocupam-me os atiradores que desde jovens ganham sistematicamente Circuitos competitivos com poucos participantes, habituando-se a ganhar encontros demasiado desnivelados desde o incio em provas onde se est sempre s portas das finais. Desfruta-se assim um "sucesso confortvel" que pode no entanto dificultar o transfere para o plano Internacional. Numa prova internacional cada jogo uma final. Jogamos uma Poule onde no podemos falhar sob pena de automaticamente ficarmos eliminados e, passando fase seguinte, seguem-se os jogos de eliminao directa cujo percurso at aos primeiros lugares prev uma sucesso de 3 ou 4 encontros de grande dificuldade normalmente com resultados muito apertados.
necessria uma constante planificao de tarefas (treinos e competies) que coloquem nos momentos certos os atiradores em situaes prximas daquelas que vo encontrar em termos internacionais, de forma a dar aos atletas condies para esse transfere.
Porque vem a propsito aqui fica um exemplo dessa preocupao bem aqui do lado da nossa vizinha Espanha. Na poca de apuramento para os Jogos Olmpicos de Atenas, o espadista Seplveda efectuou muitas competies e estgios internacionais, permanecendo grandes perodos fora do Pas. Quando estava em Espanha, apenas realizava assaltos nas competies pois, segundo o seu treinador, num ano que culminaria com uma prova de apuramento para os Jogos Olmpicos era fundamental jogar sempre com adversrios de grande dificuldade para manter aquele ritmo e nvel de exigncia. Assim, planearam para as permanncias em Espanha os perodos de trabalho tcnico, mantendo-se longe da comodidade dos jogos "fceis".
Por curiosidade, Seplveda viria a no conseguir classificar-se para Atenas perdendo na prova de apuramento o jogo decisivo por 13/12 frente ao Suo Marcel Fisher... que veio a sagrar-se Campeo Olmpico.

Comentarios (0)

Escreva seu Comentario

Voce precisa estar logado para postar um comentario. Por favor registre-se se caso nao tenha uma conta

busy

Desenvolvimento de sites por Made2Web
® 2008 - Clube Atlântico de Esgrima
Todos os Direitos Reservados