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Problema… e Solução. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Diário do Nuno
Escrito por Nuno Frazão
Quarta, 10 Março 2010 22:48

Há quem diga que todos os Problemas têm Solução… pelo menos teoricamente. 

Com a esgrima como exemplo podemos olhar para dentro da pista e verificar que:

 

Um ataque por ligamento resolve-se com um contra-ataque por destaque.

Um contra-ataque por destaque resolve-se com um ataque por segunda intenção.

Um ataque por segunda intenção resolve-se com uma finta em tempo.

Um…

 

Mas também é verdade que um Problema pode ter mais do que uma Solução:

 

Um ataque por ligamento resolve-se com um contra-ataque por destaque.

Mas também se resolve com uma parada de oposição.

E também se resolve com uma parada trocada.

Assim como se resolve com uma parada de cedência.

E ainda com…

 

No entanto, há:

 

- Soluções que resolvem, apenas, parte do Problema;

- Soluções que resolvem o Problema apenas num determinado espaço de tempo;

- Soluções que criam um problema maior que o Problema inicial;

 

Estas, mantendo ainda a esgrima como exemplo, são mais fáceis de compreender com exemplos exteriores à pista, nomeadamente no âmbito da gestão e organização da modalidade (mas aqui cada um que faça o seu próprio exercício de análise e recolha os exemplos que melhor ilustram este tipo de soluções).

 

Por fim, há que ter em conta:

- As condições (capacidades e recursos) que cada um reúne para resolver os seus Problemas.

 

E, nesta fase de análise, talvez seja mais fácil contrariar a afirmação inicial e “aceitar” que haverá Problemas que, provavelmente, não têm Solução.

Mas esse será sempre o erro de considerar o tempo como instantâneo e não como um intervalo de tempo.

 

Um problema pode não ter Solução “agora”, mas pode ter um caminho. Um caminho onde:

 

- Iremos melhorar a capacidade de resolver problemas porque vamos conhecer mais soluções. 

- Iremos seleccionar melhor as soluções, porque vamos melhorar a nossa capacidade de decidir. 

- Iremos melhorar as nossas condições (capacidades e recursos) fruto da aprendizagem efectuada.

 

Para que tudo isto aconteça é preciso aceitar que, um Problema tem sempre um bocadinho de nós próprios e só com esta base de partida se poderá encontrar a Solução.

Quem não se considerar parte do Problema, dificilmente será parte da Solução. 

Voltando aos exemplos da Esgrima:

- Como pode um esgrimista derrotado preparar uma solução para o próximo assalto com o mesmo adversário quando, na sua cabeça, a derrota se deveu ao árbitro, à sorte em alguns toques do seu opositor, ao material, ao treinador…?

- Como pode um treinador encontrar as estratégias para desenvolver as capacidades dos seus alunos se considerar que os insucessos dos mesmos se devem ás suas incapacidades, falta de trabalho, más decisões a jogar…?

- Como pode uma Instituição Desportiva – Clube, Associação ou Federação – desenvolver o seu projecto se considerar que esse desenvolvimento está inviabilizado pela política desportiva do País, falta de apoios, especificidade da modalidade…?

 

Em Guarda. Prontos? CONTINUAR.

Comentarios (1)

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Que saudades que já tinha dos textos do "Diário do Nuno". Ainda me lembro quando este diário nos era transmitido (aos atletas) na forma de discurso pelo nosso mestre, enquanto nós os escutávamos atentamente.

Estas recordações enquanto atleta e praticante de esgrima levam-me a constatar um facto. O diário electrónico pode ter cerca de cinco anos, mas o verdadeiro diário começou muito antes disso, provavelmente eu ainda nem sabia que se podia praticar esgrima, e é ele que fica connosco para toda a vida, treino após treino, competição após competição, dia após dia.

Tive o privilégio de disfrutar desses momentos e são estas diferentes palestras, conselhos, etc., que fazem do Atlântico, assim como fizeram do Parede, uma família, já que são verdadeiros momentos de união, em que cada um pode mostrar aquilo que sente sem medo de ser julgado, para além de serem sobretudo momentos de inspiração.

São elas que fazem da esgrima, a meu ver, um desporto de equipa, porque na esgrima não se vence sozinho, nem se perde sozinho. Quantas vezes não assisti eu a vitórias de colegas de equipa, e quantas vezes não foram essas as vitórias que me deram força para mais uma semana de trabalho? Quantas vezes não senti/consenti o apoio incondicional dos/aos meus colegas na hora da derrota e da vitória?

Sei que este ano ando desaparecido mas ainda não me esqueci de vocês, os que continuam o percurso sem mim, apenas quero que saibam que vocês estam sempre comigo, assim como espero estar sempre com vocês. Isto porque a esgrima me fez crescer como pessoa, e por isso apenas posso agradecer a todos que me acompanharam nesse percurso, com um especial agradecimento ao meu Mestre, Nuno Frazão.

Obrigado!
Francisco Cluny Parreira Rodrigues , 19 de Março de 2010

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